Eclipse total do sol. O fenómeno visto a partir de Portugal

Reportagem

Eclipse total do sol. O fenómeno visto a partir de Portugal

O país testemunhou hoje um fenómeno raro: um eclipse total do Sol. Os portugueses estiveram de olhos postos no céu, sobretudo em Bragança, onde o eclipse solar foi total.

Andreia Martins - RTP / Adicionar como fonte informativa

Foto: Pedro Sarmento Costa - Lusa

Mais atualizações Voltar ao topo
Momento-Chave
RTP /

Autarca diz que eclipse total do Sol trouxe "enorme retorno económico" a Bragança

Isabel Ferreira, presidente da Câmara de Bragança, adiantou que o eclipse total teve um "enorme retorno económico" para a região.

"O impacto foi muito significativo para a região, nomeadamente para a hotelaria, restauração, comércio local e divulgação do património", afirmou a autarca em declarações à agência Lusa.

A presidente da Câmara assistiu ao fenómeno no aeródromo de Bragança. Acrescentou que o alojamento local e a hotelaria esgotaram muito cedo na região, o que se traduziu em importantes ganhos para a região.

"Seguramente, só em alojamento e hotelaria por noite foram mais de 300 mil euros", destacou.

Para a autarca, Bragança foi a "capital do eclipse solar" em Portugal e que o eclipse deu "uma merecida centralidade" desta região.

"Bragança merece esta centralidade porque tem recursos naturais, culturais e patrimoniais, aliás é uma zona privilegiada que deve ser conhecida", assinalou.
PUB
Momento-Chave
RTP /

Estudo procura saber como os animais recebem um eclipse

A oportunidade do eclipse solar em Espanha e Portugal está a ser aproveitado para fazer um dos maiores estudos europeus sobre o comportamento dos animais. Procura saber mais qual a reação de aves, morcegos e insectos no momento em que a lua tapa o sol.

PUB
Momento-Chave
RTP /

Eclipse total aconteceu no norte do país

Milhares de pessoas rumaram para norte, para os locais onde foi possível observar a ocultação do sol a 100%. Os acessos às aldeias de Guadramil e Rio de Onor ficaram condicionadas devido ao risco máximo de incêndio. No aeródromo de Bragança juntaram-se curiosos e especialistas.

PUB
RTP /

Animais do Zoo de Lisboa mostraram indiferença com o eclipse

Os animais do Jardim Zoológico em Lisboa ficaram hoje aparentemente indiferentes ao eclipse e mantiveram rotinas e comportamentos habituais, uma vez que o fenómeno apenas escureceu o parque ligeiramente.

"Aquilo que nós vamos estar à espera é do seu comportamento natural. Os animais diurnos começam a apaziguar, a diminuir a sua atividade. Animais noturnos com o eclipse podem começar a sua atividade", explicou à Lusa, antes do fenómeno meteorológico, um dos biólogos do Jardim Zoológico de Lisboa, onde habitam cerca de 2.000 animais de quase 300 espécies, entre mamíferos, aves, répteis e anfíbios.

Entre os animais noturnos, o panda-vermelho e os felinos, como os leões, "com o entardecer, podem ter um pico de atividade para procurar alimento ou para ir patrulhar o seu território", exemplificava o especialista do primeiro parque com fauna e flora da Península Ibérica, inaugurado há quase 150 anos, em 1884.

Ricardo Chana estimava também que após o eclipse os comportamentos continuassem, uma vez que o fenómeno, pelas 19:30, acontecia muito próximo do pôr-do-sol.

Por volta das 19:30, era possível ver uma leoa que parecia estar a preparar-se para ser fotografada, outros dois (um macho e uma fêmea) mantinham-se juntos e quietos e até foi possível ouvir o leão a rugir.

Segundo Ricardo Chana, a maioria das aves do parque são diurnas, por isso com o anoitecer diminuem a sua atividade e vão para os seus ninhos.

Por volta das 19:40, perto da hora do ponto máximo do eclipse, ouvia-se o vento, mas os sons de aves eram escassos, em comparação com os ruídos que se ouviam pelas 18:00.

Durante o período em que durou o eclipse, desde que começou a ser possível ver uma parte da lua e até quando esta já tinha tapado a maioria do sol, as girafas, os elefantes, as nialas (espécie de antílope), que são diurnos e partilham o mesmo espaço, permaneceram tranquilos.

O eclipse solar total começou por volta das 18:30, terminou às 20:30 e a maior ocultação do sol ocorreu pelas 19:30.

Nos últimos dias, organizações e especialistas, alertaram que durante o eclipse alguns animais poderiam alterar o seu comportamento.

(Lusa)
PUB
Momento-Chave
RTP /

Eclipse total em Espanha


O eclipse total do sol visto do Observatório Astrofísico de Javalambre em Arcos de las Salinas, perto de Teruel, Espanha. 

Foto: Christian Hartmann - Reuters
PUB
Momento-Chave
RTP /

Multidão reunida em Bruxelas para ver o eclipse


No Parc du Cinquantenaire, em Bruxelas, várias dezenas de pessoas assistiram ao eclipse parcial do sol. 

Foto: Andrea Neves - RTP Antena 1
PUB
Momento-Chave
RTP /

O momento do eclipse total do sol em Rio de Onor, em Bragança


Uma fotografia do eclipse solar na Reserva Natural de Montesinho, Rio de Onor, em Bragança, Portugal. 

No distrito de Bragança, este fenómeno — que não ocorre em Portugal desde 1912 — terá uma duração aproximada de 26 segundos. 

No resto do país, o eclipse será parcial, com a percentagem da superfície solar encoberta a variar entre os 92% e os 99% no Continente e entre os 74% e os 77% nos Açores e na Madeira. 

Foto: Pedro Sarmento Costa - Lusa
PUB
Momento-Chave
RTP /

Eclipse em Maiorca, Espanha


O efeito do eclipse total do sol visto de uma praia em Maiorca, Espanha.

Foto: Francisco Ubilla - Reuters
PUB
Momento-Chave
RTP /

Eclipse total do sol em Bragança

O momento do eclipse total em Bragança aconteceu pelas 19h30. Milhares de pessoas assistiram ao fenómeno no aeródromo. 
PUB
Momento-Chave
RTP /

O eclipse em Berlim, na Alemanha


O eclipse parcial do sol é visível em vários pontos do globo. Aqui, uma fotografia em Berlim, na Alemanha. 

Foto: Fabrizio Bensch - Reuters
PUB
Momento-Chave
RTP /

Eclipse parcial do sol em Estocolmo

O eclipse parcial do sol é visível a partir do Observatório no centro de Estocolmo, na Suécia.

Foto: TT News Agency/Fredrik Sandberg via Reuters
PUB
Momento-Chave
RTP /

Escuridão em Reiquiavique


Na capital da Islândia, o céu já cobriu por completo o sol. Esta é uma imagem da capital às escuras no momento do eclipse.

Foto: Denis Balibouse - Reuters
PUB
Momento-Chave
RTP /

Eclipse total do sol já é visível na Islândia

PUB
Momento-Chave
RTP /

Eclipse já é visível a partir da Islândia

Na Islândia, já é possível ver o eclipse solar. Em partes de Portugal, o eclipse solar será total.

PUB
Momento-Chave
RTP /

Retinopatia solar. Como um eclipse pode provocar danos irreversíveis à visão

O oftalmologista Filipe Mira alerta para a possibilidade de ter uma retinopatia solar caso se olhe diretamente para um eclipse total do sol sem a proteção devida. Esse tipo de lesão pode provocar a perda de visão logo ao fim de alguns dias, ainda que não provoque qualquer dor.

O oftalmologista alerta que este tipo de lesão é irreversível e não tem qualquer tipo de tratamento.

Os óculos de sol não são suficientes para conferir a proteção devida: os óculos próprios e certificados para a visualização do eclipse têm 1000 vezes maior proteção.

Mesmo com os óculos apropriados, convém olhar para o eclipse por períodos curtos de tempo.

Filipe Mira sublinha ainda a importância de estar atento às crianças durante o eclipse, até porque têm retinas ainda mais sensíveis que a retina adulta.
PUB
RTP /

Rio de Onor. Acessos cortados desde as 15h00

Em Rio de Onor, os acessos já estão cortados desde as 15h00. Na aldeia, só entram moradores, familiares de moradores ou hóspedes que estejam em alojamento local ou no parque de campismo.

A partir de agora, o controlo é apertado: quem quiser entrar na aldeia precisa de identificação ou de um comprovativo.
PUB
Momento-Chave
Mariana Soares Ferreira - RTP / Adicionar como fonte informativa

Eclipse solar leva 150 militares da GNR para Bragança e condiciona acesso a Rio de Onor

A observação que estava prevista no Parque Natural de Montesinho foi transferida para o aeródromo de Bragança devido ao risco de incêndio. Ainda assim, são esperadas centenas de pessoas na aldeia transmontana.

Foto: João Chaves Marques - RTP

O eclipse solar total desta quarta-feira levou ao reforço do dispositivo de segurança na região de Bragança. Cerca de 150 militares da GNR estão mobilizados no terreno, numa operação que envolve várias valências da força de segurança e que tem como principal objetivo garantir a segurança dos milhares de pessoas que se deslocaram à região para assistir ao fenómeno.  "A aldeia é muito pequena, com estradas muito estreitas", explicou o major Hernâni Martins, da GNR de Bragança.

Segundo José Preto, tesoureiro da Junta de Freguesia de Rio de Onor, "estavam inicialmente inscritas 2.000 e tal pessoas" para a observação no Parque Natural de Montesinho.

A observação foi cancelada nesse local e o público foi direcionado para o aeródromo de Bragança. "A grande razão foi o risco de incêndios", explicou José Preto, mas "olhando para a dimensão que o eclipse tomou, acredito que foi realmente a melhor opção."

Apesar da alteração, a aldeia continua a receber visitantes. José Preto estima que deverão chegar "algumas centenas" de pessoas, muito acima do movimento habitual. Cerca de 150 militares no terreno

A GNR montou um dispositivo composto por cerca de 150 militares de diferentes valências.

Segundo o major Hernâni Martins, estão envolvidos elementos do dispositivo territorial, trânsito, investigação criminal e da Unidade Especial de Proteção e Socorro.


O dispositivo inclui ainda reforço das comunicações através de uma antena SIRESP e articulação com o ICNF e com a autarquia. 
"O objetivo é apenas um: proporcionar segurança aos milhares de cidadãos que se deslocam até à nossa região para ver o eclipse solar", afirmou o responsável da GNR.
A presença policial começou a fazer-se sentir em Rio de Onor ainda na noite de terça-feira, com várias patrulhas na aldeia.  Observação transferida para o aeródromo de Bragança

As autoridades lembram, no entanto, que o fenómeno pode ser observado a partir de vários pontos da região e o aeródromo de Bragança passou a ser o principal espaço organizado para a observação.

Para quem vive em Rio de Onor, o dia representa uma mudança radical no ritmo habitual da aldeia. José Preto vai assistir ao fenómeno na própria aldeia.

"Eu vou estar aqui. Que voltem para o próximo daqui a 100. Cá estamos para receber novamente", afirma. 
PUB
Momento-Chave
Cristina Santos - RTP / Adicionar como fonte informativa

"Começámos a desafiar-nos". A história da ex-deputada espanhola que perdeu a visão a observar eclipse

Mercedes López Romero, ex-deputada do partido Ciudadanos, recorda o momento, quando tinha oito anos e estava a observar um eclipse com outras crianças. "Começámos a desafiar-nos a ver quem aguentava mais tempo a olhar para o Sol". Foi ela quem conseguiu.

Nacho Doce - Reuters

A antiga deputada no Parlamento da Andaluzia sofre de cegueira a 90 por cento por ter olhado fixamente para o Sol. Alerta que observar o eclipse sem proteção adequada pode causar danos irreversíveis, sendo ela o exemplo disso mesmo.Mercedes Romero desaconselha olhar para o eclipse, "mesmo com óculos de proteção, e, no caso das crianças, ainda menos".

“Assusta-me ver que as pessoas vão ver o eclipse com crianças e tudo, não estão conscientes do perigo que isso representa”, revela Mercedes López em declarações à agência EFE.

Aos 45 anos e fisioterapeuta de profissão diz que não sentiu imediatamente os efeitos das lesões causadas pelas queimaduras solares.Só quando tinha 14 anos e estava no liceu é que começou a não distinguir alguns números no quadro.
 
Então pela primeira vez foi ao oftalmologista que identificou logo as queimaduras solares e lhe perguntou se tinha olhado de forma contínua para o sol.

De facto, foi isso que aconteceu quando tinha oito anos e, na companhia de outras crianças no pátio da escola na localidade de Dalías (Almería), se escondeu para olhar para o Sol durante um eclipse, sem que os adultos — que o observavam a certa distância e com medidas de proteção — se apercebessem.A perda de visão foi progressiva e continua a agravar-se. “Os dias nublados são mortais para mim, os muito ensolarados também e vou perdendo a visão com o passar dos anos”.
 
“Já não consigo distinguir as cores, confundo-as constantemente”, acrescenta. 

As suas lesões oculares não podem ser operadas por afetarem o tecido nervoso, mesmo no centro da mácula.

Links com informação útil da Direção-geral de Saúde para sua proteção:

Recomendações para uma observação em segurança


PUB
RTP /

Milhões de europeus vão assistir ao eclipse de forma parcial

Gronelândia, Islândia e Espanha estão entre os melhores locais para assistir ao eclipse total.

Milhões de europeus verão o espetáculo mas de forma parcial.
PUB
Momento-Chave
Mariana Soares Ferreira - RTP / Adicionar como fonte informativa

Rio de Onor. Eclipse leva centenas de pessoas a aldeia de 43 habitantes

Rio de Onor é uma aldeia de Portugal onde o eclipse solar desta quarta-feira, 12 de agosto, será visto na totalidade. A localidade fronteiriça, em Bragança, espera várias centenas de visitantes para assistir ao fenómeno, mas estas ruas transmontanas têm história que vai muito além do eclipse.

Foto: Hugo Teles - Unsplash

Há um lugar em Portugal onde, esta quarta-feira, durante alguns minutos, o dia vai transformar-se em noite. É Rio de Onor, no concelho de Bragança, onde o eclipse solar será observado a 100 por cento.

Com apenas 43 habitantes a aldeia é dividida por dois países. De um lado está Rio de Onor, em Portugal e do outro, Rihonor de Castilla, em Espanha. As duas localidades estão separadas pela fronteira, mas partilham uma mesma rua. Na aldeia há até uma forma tradicional de distinguir os dois lados: existe o povo de cima e o povo de baixo, numa referência à população portuguesa e espanhola.

Durante gerações, os habitantes mantiveram uma organização comunitária tradicional. Partilhavam-se terrenos, gado e fornos comunitários e participavam em conjunto nas decisões que diziam respeito à aldeia.

As infrações às regras da comunidade eram sancionadas com multas pagas em vinho. Quanto maior fosse o delito, maior seria a quantidade de vinho a dar à população. Eclipse solar na 7 Maravilha de Portugal
Em 2017, Rio de Onor foi eleita uma das 7 Maravilhas de Portugal, na categoria de Aldeias Remotas. Agora, quase uma década depois, é o céu que volta a colocar Rio de Onor no centro das atenções.


Para quem vive aqui, será um dia diferente daquele a que a pequena comunidade está habituada. Para quem chega, será a oportunidade de assistir a um fenómeno astronómico raro num dos lugares mais singulares do território português. 
Dos nove meses de inverno ao "inferno" transmontano O clima da região também tem direito a uma expressão própria. Em Trás-os-Montes, diz o ditado popular, existem "nove meses de inverno e três de inferno".

A paisagem moldou a identidade de Rio de Onor, uma aldeia onde as tradições e a comunidade fazem parte do património.
PUB
RTP /

Nas últimas décadas houve vários eclipses parciais

Há 114 anos, cientistas de vários países vieram a Portugal para ver o eclipse. Foi o último alinhamento total dos dois astros avistado desde o nosso país. Nas últimas décadas houve vários eclipses parciais que despertaram também a atenção de especialistas e curiosos.

PUB
Momento-Chave
Cristina Santos - RTP / Adicionar como fonte informativa

Dia de eclipse. Olhos abertos mas protegidos para ver segundos de escuridão em Portugal

São cerca de 26 segundos em que a Lua esconde completamente o Sol, logo depois surgem os primeiros raios de luz. "Uma experiência sensorial" que voltará a ser visível em Portugal apenas daqui a 118 anos. A única zona do país onde o eclipse solar vai ser total é no concelho de Bragança, especificamente numa pequena faixa do Parque Natural de Montesinho, no nordeste transmontano.

João Pedro Marques - RTP

Quanto ao resto do país, o eclipse solar é parcial - de 92 por cento a 99 por cento em território continental e entre 74 por cento e 77 por cento nos arquipélagos dos Açores e da Madeira. O eclipse do sol vai começar perto das 18h30 desta quarta-feira (termina às 20h29) e o ponto alto acontecerá pelas 19h30.
Telejornal | 11 de agosto de 2026

Os astrónomos explicam que, apesar de todos os eclipses solares terem origem no mesmo fenómeno (a Lua passar à frente do Sol), a geometria do sistema Terra-Lua-Sol dá origem a três espetáculos completamente distintos. Há mais de 100 anos (desde 1912) que Portugal não conseguia estar na posição certa para ver um eclipse total do Sol.

A chave está na posição do observador e no tamanho aparente que a Lua apresenta em cada momento da sua órbita.

 
Cientistas da NASA preparados para observar o eclipse | EPA

O eclipse solar total é o mais espetacular e também o mais raro (os outros dois são o eclipse solar anular e o eclipse solar parcial).
Telejornal | 11 de agosto de 2026

A escuridão total ocorre quando a Lua cobre completamente a fotosfera (a superfície brilhante visível do Sol). Neste caso, só quem estiver dentro de uma estreita faixa denominada "umbra" é que pode ser testemunha do eclipse total. Ou seja, o céu escurece, a temperatura pode descer vários graus e tornam-se visíveis os planetas e as estrelas mais brilhantes.

À Lusa Lina Canas, astrónoma e diretora do Centro Ciência Viva (CCV) de Constância – Parque de Astronomia, no distrito de Santarém – recorda os efeitos do eclipse total que testemunhou em 2016, nas ilhas Molucas, na Indonésia.

Então, o eclipse solar total foi “uma experiência sensorial completamente diferente, capaz de alterar temperatura, vento e comportamento dos animais”. “Nós sentimos a temperatura baixar, sentimos um vento a levantar” enquanto os animais alteraram o seu comportamento. Por exemplo, o regresso das aves aos ninhos com a escuridão a aproximar-se.

Por esta razão, o comportamento animal vai ser estudado durante o eclipse no Parque Natural de Montesinho.

Sendo verdade que nunca é seguro olhar diretamente para o Sol, seja qual for o dia, durante o eclipse os avisos multiplicam-se. Isto porque a escuridão permite o olhar direto e também pode dar uma falsa sensação de segurança ocular.“O tempo de exposição ao Sol necessário para causar danos na retina é de apenas alguns segundos”, destaca a Direção-geral de Saúde (DGS). 

De acordo com a DGS, os óculos de sol comuns, radiografias, vidros fumados, lentes ou outros materiais improvisados não oferecem proteção adequada para ver o eclipse, por não serem capazes de filtrar toda a radiação nociva para os olhos.

A exposição pode provocar danos nas células dos olhos e, em situações mais graves, a cegueira. A cegueira “pode ser irreversível” e a perda de visão pode não ser imediatamente aparente.

 
Foto: Reuters

A DGS já divulgou recomendações para a observação segura do eclipse solar.

  • A observação do eclipse deve ser feita exclusivamente com óculos certificados para eclipse solar, em conformidade com a norma ISO 12312-2 e com marcação CE;


  • A DGS recomenda cuidados especiais com as crianças, referindo que os bebés e as crianças pequenas não devem olhar diretamente para o Sol, mesmo utilizando óculos para eclipse;


  • As crianças que utilizem óculos certificados devem ser sempre acompanhadas por um adulto, que confirme a utilização correta durante toda a observação;


  • Sempre que possível, devem ser privilegiadas formas indiretas e seguras de observar o eclipse, como transmissões em direto ou projeções da imagem do Sol.

Se, durante ou após o eclipse, surgirem sintomas como visão turva ou distorcida, manchas ou pontos negros no campo visual, alteração da perceção das cores, diminuição ou perda súbita da visão ou dor ocular intensa, a Direção-geral de Saúde aconselha o contacto imediato para a Linha SNS 24 (808 24 24 24).
PUB